terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Alcova Craniana?!

O título deste blog saiu por acaso. Tu, caro leitor, sabes como é irritante impor um nome já pré-escolhido ao sistema de disponibilidade do servidor e ter a infeliz coincidência de já terem pensado nele bem antes de tu pari-lo... Pois bem, após duas tentativas, este nome foi aceito: Alcova Craniana. Agora, o que esse título significa realmente? Confesso, que nem eu sei ao certo, afinal, na maioria das vezes, são as próprias palavras que se libertam da minha caixa/prisão craniana e se exibem descaradamente nessas linhas libertárias. As sem-vergonhas são alheias a minha própria vida! Não é à toa que eu consulto o dicionário (Aurélio) toda vez que escrevo. As palavras simplesmente surgem e, cabe a mim, ordená-las em busca de sentido comestível. Pareço um mero instrumento, um reles escriba delas, e assim, quase como um psicógrafo, escrevo. Escrevo para libertar essas palavras que me atormentam há anos! Mas, olhe, pensando bem, essas tais linhas libertárias já são uma prisão! É! Eu e tu fomos adestrados a ler assim - da esquerda pra direita, de cima pra baixo. Maldita hierarquia sintático-gramatical portuguesa! Pronto! Está aí a justificativa para o título deste blog. Alcova Craniana porque o crânio em si já é uma prisão anatômica do pensamento, e, se o substantivo alcova foi aqui usado, foi mais para auxiliar na visualização deste "quarto escuro sem janelas". Parece-me que a explicação está satisfatória... Pelo menos por enquanto...

Caros leitores, este blog é um desabafo, uma tentativa sem sentido tentando ter sentido... Pareço confuso? Pois sou, afinal, nesta primeira década do século XXI, nada necessariamente precisa fazer sentido, basta tentar ser poético e engraçadinho, sabe?

Sejam bem-vindos e deleitem-se!