domingo, 19 de dezembro de 2010

Imprescindíveis e reles certas mulheres com estresse!

O que anda acontecendo com estas mulheres de hoje? Ultimamente elas estão tão estressadas! Estão ficando cada vez mais parecidas com nós, homens. Por que será? Um exemplo: umas aí andam falando mais e mais de futebol! Isso é muito estranho... Brigam e fazem piadinhas por seus times do coração. Não que eu seja machista, veja bem, cara leitora feminista, só acho essa tendência meio que incomum, uma espécie de novidade curiosa, entende? Mas, o caso sério é o seguinte, pra ser direto: dias desses presenciei duas cenas impressionantes, quatro mulheres brigando, e feio, duas no trem, Expresso Leste, e mais duas no Metrô, da Linha 2-Verde! A primeira dupla foi assim, por volta das 19h, horário de retorno ao lar doce lar, entre as estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera da CPTM, duas mulheres maduras, na faixa dos quarenta anos, discutiram entre si, lado a lado. Cada uma empunhava um guarda-chuva, entretanto uma mantinha, em suas delicadas mãos, uma sombrinha florida, dessas que cabe direitinho na bolsa, sabe? Já a outra sustentava um negro guarda-chuva, desses pontiagudos, enormes, praticamente um guarda-sol portátil. Se ouvi bem, as duas começaram o duelo após uma cochilar, isso mesmo, sem querer, no ombro da outra – as duas estavam de pé na composição. Uma era baixinha e a outra de estatura mediana, digamos, visualmente maior que a outra, entende? E, assim, começaram a discutir, a trocar comentários ácidos entre si. Foi lamentavelmente curioso. Ao sacarem respectivamente suas “espadas”, o pessoal ao redor, gritava, gritava, entoando comentários de ordem e chacota. Caos! As duas até partiram pro corpo-a-corpo, mas não durou muito, o pessoal conseguiu separa-las, com dificuldade, é verdade, mas sem mortos ou feridos graves, nenhum guarda-chuva saiu danificado. Quando desci, na estação José Bonifácio, as duas pareciam mais calmas, ou igualmente feridas no ego feminino, caladas, um cadinho envergonhadas, acho, e ainda uma do lado da outra! Surreal. Já o atrito entre as duas fêmeas no Metrô, foi mais um debate de plenário. Foi assim: ao adentrarem o metrô recém estacionado na estação Paraíso sentido Vila Madalena, por volta das 7h30, parece, não vi bem, pois eu já tinha entrado na composição, uma empurrou violentamente a outra. Do corredor donde estava, pude ver que uma estava de costas para a outra e, enquanto batiam boca, todas as brigas começam assim, a que estava na frete nem sequer se virou pra encarar sua “agressora”. Não houve arranhões, puxões de cabelo ou qualquer agressão física direta, o embate foi no gogó mesmo, foi entre línguas. E essas, muito bem afiadas, posso lhes dizer. Cada coisa suja e loquaz que se ouviu ali antes das oito horas da manhã... Não reproduzirei nada do que ouvi lá aqui, digo isso desde já para meus leitores mais pervertidos – meus caros amigos! Digo apenas que, ambas aparentavam ter uns vinte e poucos anos. Jovens, sem dúvida, e lindas, mui atraentes! Uma loira e a outra morena. Uma de vestido colorido e a outra de terninho sóbrio, acho que é assim que se diz. Umas graças. Umas grossas. E não gritaram, mantiveram foi mais um diálogo, um tom mordaz entre si. Uma desceu na estação Brigadeiro, a outra na Consolação. E o pessoal ao derredor nem meteram colher, só ficaram olhando, olhando, apreciando o espetáculo gratuito e meio que fantástico assim de camarote. Curioso isso tudo. Outro caso, que agora me alembro, não presenciei, apenas ouvi falar, foi duma colega de trabalho, recém contratada, e novata nesse negócio de transporte público. Na Linha 3-Vermelha do Metrô, estação Sé, horário de pico, ela deu uma bela bocetada - relativo à bolsa e não à outra coisa chula que tu aí, amigo pervertido, estás pensando - num cabra que relou o cotovelo áspero no braço nu e viçoso dela. Coisa espantosa essa! Até mesmo pro cara agredido. Não sei se foi intencional ou sem querer, não estava lá pra averiguar, não fui testemunha, mas achei tamanha atitude bocetória dela um puta exagero. Ela tem gênio forte, percebi, mas não precisava partir pra porrada peremptória. Ai, ai, essas mulheres estressadas...