sábado, 25 de junho de 2011

Sabiamente paciente

“São Paulo nos oferece, diariamente, desafios para nós exercitamos a paciência.” Disse isso uma monja cá mesmo de São Paulo, há alguns anos atrás. E vejo, diariamente, que o que ela disse ainda é muito visível por aí. Não quero comentar sobre o transito ou o transporte público da cidade, pois, soaria muito clichê; quero mesmo é narrar sobre os espaços privados, sobre os ambientes profissionais, esses pequenos laboratórios de minha pequena pesquisa social. Lidar com pessoas é difícil, o ser humano é complicado demais, isso já virou lugar comum, todo mundo reproduz isso por aí afora. Mas por quê? Vamos mais a fundo nisso. Por exemplo: a maioria de meus queridos leitores deve labutar em escritório, certo? Pois bem, e, nesses lugarzinhos fechados e refrigerados, o que geralmente os irrita? Ora, geralmente o que, ou melhor, quem os aporrinha é o chefe, aquela pessoa hierarquicamente superior, e um ou dois ou três ou quatro colegas de trabalho. E o que eles fazem para deixar os meus caríssimos leitores aborrecidos? Simples, simplesmente aqueles são contra as ideias ou opiniões manifestadas oralmente por esses meus leitores. Sim, nesta época presente, a divergência é algo difícil de lidar com tranquilidade. Queremos ardentemente que o outro nos entenda, que nos aceite facilmente. Mas sabe de uma coisa? Isso não vale a pena. O que realmente importa é entender porque o outro não nos entende. Saber, descobrir ou intuir porque ele ou ela ou eles ou elas agem daquela forma irritante conosco é, sem dúvida, deveras brilhante! Sabe, ultimamente ando dizendo pra mim mesmo: aquilo que me aborrece me fortalece. Sério. Depois de chegar a essa conclusão e pô-la em prática, percebi que minha paciência se fortaleceu, chegando ao nível de quase santa. Por isso, caros leitores, pratiquem a paciência diariamente, pois, como ficou aqui sugerido, ela é algo em extinção e, claro, é sinônimo de tolerância. E quem a domina, quem pratica essa virtude obrigatória neste século é rei, é santo, é quase um deus. O que estou a lhe dizer pode até parecer coisa típica de escritor de autoajuda, mas não se engane, é algo prático, é algo vivido, verdadeiramente útil, não inventado para e unicamente o seu deleite espiritual. É algo concreto e mui relevante para esses novos tempos.