segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Uma anedota dum Arlequim aniquilado

Esse ano que passou
Quase não te vi.
Das poucas que vi
Não consegui nada além.

Nada nem ninguém é fácil.
Dócil você bem que tenta,
Mas não aguenta.
Prefere ser brejeira,
Trancando anátemas,
Soltando maçarocas.

Sempre te procuro no escuro.
Nunca tu me achas solitário.
E, sendo assim otário,
Danço bonito feito Pierrô.

Se tu és Colombina
Ou concubina
Já nem sei.
Sei, e bem, que Ano Novo está próximo,
Cada vez mais próximo.
E você distante,
Cada vez mais...

Pensei até que você não existia,
Fosse fruto imagético viral.
Mas, olhando bem pro meu pau,
Constatei que tu fois real,
Coisa e tal.
Pura simpatia,
Minha impudica menina!

Estão dizendo por aí que sou devasso,
Mas devastado é mais condizente.
E se fico ainda assim sorridente
Justamente me explico:
 

Visito tua cova toda sexta-feira santa
Na louca esperança de beatificá-la a cinco dedos da terra.

Maldita sejas tu,
Bruxa boa do Inferno!