terça-feira, 21 de maio de 2013

Quando eu me confesso sai, mais ou menos, estas coisas:


Meu destino é pecar
debaixo do altar
ou do confessionário salutar

Minha sina é sorrir
diante da Morte porvir
(aquela que insiste em sorrir pra mim)

A vida toda eu lutei
pra não esmorecer
ou me arrepender
de todas as coisas,
inúmeras coisas,
que fiz consciente
ou meio inconsequente...

Não sou lacaio do acaso
faço tudo que faço
de bom-grado
e deixo meu recado
por onde passo,
marcado,
sem atraso
ou
desculpinha
indecente
de causo

Eu até vislumbro as consequências
de meus atos,
mas, contudo, porém, entretanto
nos altos e
arautos meus desta
vidinha minha citadina
- cretina em cidadela –
sem cinderela,
não arredo meios
ou aperto arreios
pra fazer aquilo tudo que
deve ser feito;
não de qualquer jeito, claro
mas feito,
bem feito,
diacho!

A feitura é minha arquitetura,
minha alma-gêmea,
que geme,
complacentemente,
diante do coro
ou coral
corado e
abismado
cá mesmo neste nosso
metro quadrado
encubado
ou,
simplesmente,
endiabrado