quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Anotações de um bebum introvertido (10)

Você só conhece uma mulher quando a come.





Um bombom é sempre bom, mas um bumbum é bem melhor!!





Caminhando pela Major Sertório, eu vejo a sombra. Uma sombra que conta notas. Uma sombra que conta vidas. Essa sombra não sei se era de homem ou de mulher, só a vejo curvada em si mesma, é uma sombra corcunda, que balbucia afetos, que grita desrespeitos. A sombra não se move por inteiro, apenas desliza os dedos negros num apetrecho estreito, de luminosidade opaca, estranha, fantasmagórica. A sombra que vejo era uma, agora, ao cruzar o Elevado, a sombra que vejo são duas, três, dezenas, trocentas... São sombras fixas a cada esquina fria; são sombras aos montes que marcham na São Luís querendo dias de final feliz. Junho de 2013.





Caminha nego, caminha certeiro, caminha com a engraçadinha que num te dá arrego, caminha sem-graça com a desgraçada espevitada, caminha tristonho, cabisbaixo, magoado pra caralho pois a tipa foi-se embora e tu tá aí ainda caminhando sem rumo certo, mas ainda respirando.





Poucas, realmente muito poucas, pessoas se lembrarão dos sacrifícios que você já fez. Porém, todas, sem exceção, se lembrarão daquilo que você um dia negligenciou.





Ah, ressaca desgraçada que teima em debilitar a cabeça após uma boa noitada de farra com cachaça de graça!!