quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Singularidades (atuais) de uma rapariga loira

Teve medo. Assim que percebeu que o vizinho da frente fumava bem em frente a sua janela — sozinho e no escuro —, começou a vigiá-lo com a desconfiança estampada em seus olhos claros. Sentia medo e raiva quando via a bituca acesa se movimentando ligeira na escuridão do cômodo em frente. Sentia raiva porque não mais poderia andar pelada pela casa — sua liberdade fora violada. Então, com um biquinho murcho de menina mimada, estendeu uma cortina velha bem em frente da sua janela. Sua jovem nudez fora enfim escondida do mundo de fora. E ela não curtiu isso nem um pouco.