segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Quando se perde a juventude

Foto: @paulnicklen


Perdido no branco infinito, ele se entristeceu. Não havia ninguém por perto. Ele estava só, sozinho no meio do branco. Parado ficou. E sem ânimo para continuar a sua marcha, chorou. Chorou sozinho no meio de branco, no meio do nada sem ninguém. Ficou assim durante horas e, quando percebeu que alguém vinha a seu encontro, levantou-se de pronto enxugando o pranto. A sua frente, vinha vindo um de sua espécie, era o seu reflexo, que tinha se arrependido de ter sumido e vinha, enfim, a seu encontro – dois pinguins marchando sobre/sob o branco.