quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Um causo de inspiração

Sono me vem lentamente
Enquanto eu tento ler
Um livro tranquilamente.
Sono me pega pra valer

E não resisto; inconsciente,
Penetro em um mundo de doer.
Pesadelo ou sonho delirante,
Sinto o meu significante moer.

A dor me vem sem calmante.
Mesmo dopado de anestesia,
Eu grito: “Não é fantasia!”

Então enfim eu desperto contente
Pois, mesmo com esse inconveniente, eu
Vislumbro a realidade cega de breu.