quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Carolina, uma elegia

Ai, ai, ai, Carolina, este teu nome é minha sina!
Mesmo não exercendo a medicina,
você me enche de creolina.
E assim purga as minhas futuras pretendentes parasitas.

Ai, ai, ai, Carolina, por que te enterrei com naftalina
e formol??
Teu nome só me faz mal...
E minha enxaqueca só aumenta.
Não há ácido acetilsalicílico que de conta dessa dor no lobo frontal.

Até meu pau me atormenta,
pois nos devaneios em que me encontro,
ele pulsa a seu favor.
E isso só me causa mais dor,
porque deste desencontro,
minha fome por ti fomenta.

Ai, ai, ai, Carolina, você foi a
mais linda, a
mais divertida
e safadinha –
Carolinda.
Maldita mulher danada de boa que tu foste!

Se foi, sim, pra nunca mais...
E eu aqui com estes ais,
pareço moribundo
chato
que não sabe ficar calado
[que fica] apenas revivendo um passado
há muito tempo decorrido –
jamais esquecido –
mas ainda,
infelizmente,
muito estimado!
Desgraçado.