terça-feira, 21 de março de 2017

NA VEREDA DO FIM DOS TEMPOS, UM CORPO NU JAZ MORTO

Ao contemplar a ruína, ele via, enfim, o fim de tudo. Tudo que já havia existido era consumido pelo Caos. Nada mais existiria a não ser ele próprio e o nada. Somente ele ficaria responsável em criar um tudo novo. Essa simples ideia o agradava, um sorriso de satisfação se rascunhava em seus lábios finos. Porém, tal sorriso se desfez logo quando ele percebeu, enfim, que do nada sairia sendo ele apenas tempo. A Criatividade era necessária, mas ela estava estatelada e morta pelo chão, fora assassinada pelo Tempo que nunca tivera um coração.