quarta-feira, 24 de julho de 2013

Anotações de um bebum introvertido (8)

Enquanto uns disputam uma mesa ao relento,
outros coçam os fundilhos em busca de alento;
Tem gente que sai do banheiro e não lava a mão,
e tem gente que entra sem opção;
Há mulheres impacientes diante das amigas,
e há mulheres atraentes a cada esquina.





Quando a mulher diz porra, ela tá querendo porra mesmo ou é outra coisa??





curvas sinuosas
curvas provocantes
curvas abundantes à minha frente
e eu aqui
parado
sem gasolina





Ah, como este mundo é injusto! Só quando estou completamente bêbado é que as pequenas aparecem dando trevo.





Se mulher fosse fácil, não seria MA-RA-VI-LHO-SA.





O que leva uma mulher a voltar ao homem que a rejeitou? Isso é realmente amor ou é outra coisa??





O estalo do elástico sendo ajustado no quadril da pequena desconfortável é o alerta sonoro de um filete de algodão bem próximo a fenda úmida da perdição – minha única e eterna salvação!






É falta de educação ficar olhando um casal que fica se pegando a seu lado. Mas sou mal-educado, principalmente quando o casal que vejo são duas mulheres se mordendo, se lambendo por inteiro!!



quarta-feira, 17 de julho de 2013

Trapaças, tretas e trepadas (ou um epílogo do Domingo no Parque de sempre)

Te vejo com outro e não me contento
Te ver receber alento de outro é um tremendo tormento!

Pensamentos homicidas me rondam a cabeça:

Mate
Corte
Esfole
Degole
Decapite
Trucide

Mas a tragédia à vista é mais forte que minha resistência!
O baque em te ver com outro põe por terra minhas forças

De joelhos, e em prantos, teimo ainda em fazer planos inumanos...
De joelhos ralados, te vejo sorrir feliz d’outro lado

O ciúme me consome, transborda-se diante de mim

Te vejo com outro e não me contenho,
Não me dou por satisfeito apenas vendo,
Abordo-os:

Grito
Vocifero
Bato
Espero

Atiro

e

Desespero

...

Te vejo ali morta,
Dura,
Fria feito ferro e,
Enquanto o outro rasteja e geme
Assustado amparando-se
Sobre o próprio sangue empapado
E sobre o teu também,
Desamparado,
Encosto minha cabeça desgrenhada no teu peito
Esquerdo

Sossego o meu ego ferido em ti
Assim
E dou o tiro
Que me juntará a ti
Enfim

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Anotações de um bebum introvertido (7)

Toda loira que eu conheço é falça.





Uma das melhores coisas da vida é um copo d’água.





“A gente depende muito do tempo.”





Boa literatura não se explica, sugere.





Quando a mulher tá afim, ela demonstra que tá afim.





As pessoas vão e voltam, vão e voltam, mas todas parecem ir sem destino algum. Ou melhor: vão e voltam sem sentido algum.





Não vejo mais a paixão brilhando em seus olhos castanhos. Só vejo o que ainda restou de um amor magoado magoando meus olhos vermelhos.





Na Era do Caos, mulher sem compostura é a coisa mais normal. Se ela tá com fome, é sem rodeios, manda pra dentro o sanduba gordo de recheio ainda vermelho. Queria eu ver tamanha fome quando ela manda pra dentro outras coisas cruas quase nuas em pelo.





Teu corpo nu é lindo!
Colírio
Mais lindo que isso
Só mesmo Narciso
Segurando
Um espirro!!





Um poema nem sempre está além daquilo que ele é. Às vezes, ele apenas é aquilo mesmo e mais nada; ele simplesmente é.






Nota: Meu caro leitor atento, perceba que na primeira anotação desta recente lista, o ‘c’ cedilhado foi utilizado no lugar do ‘s’ ortograficamente correto. Uns aí dirão que isso é mais um chiste estereotipado. E eu não vou negar. Perdoai.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Um inverno em busca de sentidos

inverno em são paulo é sem cor
inodoro
vapor

vapor barato de bom grado
amanhecido
neblina vagabunda
em frente à janela

não dê trela
senão tremes nu na quaresma

festa junina ante a revolução de 32
que não foi farroupilha
mas é julino
pipocou

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Meu amor é meu e de mais ninguém

Meu amor é meu e de mais ninguém
Ninguém daí sabe o quanto chorei
Pra tê-lo aqui
Bem próximo de mim

Meu amor é meu e de mais ninguém
Aquela zinha tá por fora!
Por isso, desde já a mandei embora
Rameira cá adentro não fica
Aquela pica é minha!

Meu amor é meu e me preenche por completo
Meu amor alarga minhas fendas abismais
E não esmorece enquanto soca as paredes celestiais
Fruto disso mais um feto
Rebento querido peremptório
Trouxe-me muita dor, dolorido ficou
Mas mais um amor brotou

Meu amor é meu e de mais ninguém
Alimentei o fruto
Sacrifiquei a semente
Sem esporro daqui pra frente

Meu amor é só meu e de mais ninguém!
Ele é meu precioso,
Meu tesouro;
Ele é minha pequena redenção
E quem arrancá-lo de mim
Assim de supetão
Vai falecer que nem o falecido
(meu primeiro amor exclusivo)


Meu amor é meu e de mais ninguém!!