segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Reminiscências

Às vezes, o desânimo bate
E bate forte, nocaute!
E quando estamos lá no chão,
Lá na lona da desilusão,

Surge furtivamente uma reflexão:
Perdi, apanhei feio,
Fui humilhado diante de milhares,
Mas, curiosamente, não sinto mais dor.

A dor findou diante da glória alheia;
Eu sou o derrotado, o perdedor,
Mas sequer sinto a tal da dor.

Não sinto nada ao meu redor,
Só sinto muito um vazio pungente,
Deixado pela companheira displicente.

Nada com nada

Não te chamaram,
Preferiram fazer sem você,
Você foi rejeitado,
Talvez até nem pensaram em você.

Fizeram o que tinham de fazer,
Mas sem você.
E você o que fez, hein?
Nada! Você não fez nada!!

Você ficou inerte, apático,
Você ficou se lamentando
Na lama do acaso vago.

Vacilão! Não percebeu ainda
Que é você mesmo o responsável
Por tudo que acontece? Esquece.

AZEDOU O PÉ DO FRANGO

Se uma coisa não vai bem,
Logo dizem: FODEU
Se uma coisa ali vai mal,
Logo dizem: LASCOU
Se uma coisa complicou,
Logo dizem: AZEDOU
E se algo AZEDOU,
E o migué não adiantou,
Alguém precisa dar no pé,
E o quanto antes,
Se puder!
E se ninguém assim não se comprometer,
Assumir a culpa, sabe, pra valer,
O frango será a bola da vez.
Quer dizer,
Se algo aí engrossou,
Você agora diz:
AZEDOU O PÉ DO FRANGO!
E assim, meu querido assado,
Se nem o pé do frango
É mais comestível,
Isso quer dizer que você tá perdido!
Tua batata da assando, meu caro;
Cê tá fodido e lascado ao quadrado!!
Coitado...
Vende logo os bagos, seu desgraçado!!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O infinito além da ave

Ultimamente ando vendo demais
Coisas que não me satisfaz:
Ando vendo símbolos renascidos;
Símbolos do Infinito além do umbigo...

Parece até moda desta geração,
Ando vendo Fênix de montão.
Vejo o mítico pássaro tatuado em pele alheia,
Noto o oito deitado em pêlo crespo.

E são todas mulheres os suportes desses símbolos,
Todas mui jovens ou desejando o ser.
Não vi homens com esse querer.

Qual será o enigma por de trás da intenção?
Por que as mulheres de hoje desejam a ressurreição?
Elas já não sabem da nossa perdição??

Um bom-dia antes do dia

Às vezes, acordar cedo, não tem preço.
Se você madruga, todo dia, para
Ir trabalhar, sabe muito bem que se atrasar
Não dá.

Mas tem vezes, raras vezes, que você se atrasa,
Ainda mais se divide a casa
Com alguma namorada ou
Com a danada da cunhada...

Aí, de manhãzinha, já lhe jogam a calcinha
E você, sonolento, acorda não acreditando,
Mas desperta de penetra ao sentir o cheiro da tcheca!

Aí, meu amigo, você curte gostoso o presentinho,
Que lhe foi dado assim de carinho
E você vai trabalhar exibindo um bobo sorrisinho.