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| Imagem: pxhere.com |
Parado no tempo
Ou vendo o tempo passar
Apenas
Ficar parado
Assim
Meio deitado sentado
Só de zóio meio morto meio
tonto
Quase se rendendo ao sono
Sorrindo também
Óbvio
Tudo vai bem
Tudo está bem, meu bem
Enquanto os sinos tocam
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| Foto do molusco Glaucus atlanticus tirada por Dalma Mesquita Ferreira (arquivo pessoal) |
De tamanho pequenino
Quase microscópico
O serzinho é fantástico!
Quase inventado, mas é
genuíno.
Predador nato, porte de girino
Queima, devora caravelas
sem casco
E outras águas-vivas de
barco
Carregadas de picles e pepino.
Dragão és! Ser mítico
Poucos já o viram
Em alto mar então, mui
difícil...
Quem o vê, confunde fácil
Com o lixo que jogaram
No último feriadão fatídico.
REFERÊNCIA
Poema inspirado em uma notícia da Folha.
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| Imagem: peakpx.com |
De manhã ao acordar
Logo vejo o amanhecer;
Pássaros se põem a cantar
Cedinho no alvorecer.
Janela aberta pede ar:
O Verde se vê crescer!
Umidade de encantar
Nos orvalha sem saber.
Mas só de verde
Assim só não se vive;
Por estas bandas, um ipê
se vê
Amarelando o horizonte
Faz do bruto, covarde
Diante assim de tanta arte!
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| Imagem: areasverdesdascidades.com.br |
Faz sol
Sol faz
E ele não te queima
Satisfaz
Ficar em casa
Não é opção
A emoção está lá fora
Cedo acorda
Não perde a hora
Ruas quase vazias
Você vê e não acredita:
Após o orvalho
Tudo é sereno
Já dentro do parque
Tudo muda:
Gente suando
Enquanto corre
Por vontade mesmo
Não por obrigação
Quem não é de onda
Logo se apruma
E busca
Um cantinho
Uma sombrinha sem disputa
Pra estender que nem roupa
de cama
Uma canga
Ou uma camiseta mesmo
Ou blusa
E sentar deitar parar
Sobre a grama verde
contemplar
Outros verdes a brilhar
Pisar descalços
Na grama fresca
É rito xamânico
obrigatório —
A planta dos pés pede
acalanto
E assim o dia de descanso
segue
E você começa a entender
O que os deuses querem
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| Imagem: evivaafarofa.blogspot.com |
Quando os interesses não superam
Os próprios interesses
supérfluos,
O excelentíssimo é o
melhor exemplo
Da má política que ainda
vemos.
Quando o bem comum
Vira assunto só em eleição
Ou bate-boca de mesa
diretora,
A demagogia pede logo a
conta.
Quando não há diálogo
Nem uma conversa assim numa
boa
Com alguém que discorda de
você
Até a má política aí já
vira outra coisa...
Quando a responsabilidade
é terceirizada
E quem cobra nem faz o que
diz,
O idiota da faixa ri, ri e
pede bis
E quem votou nele nem percebe a cicatriz.