terça-feira, 27 de setembro de 2022

A BOCA SEMPRE FOI UMA ESPADA DE DOIS GUMES

Imagem: facebook.com


Falar demais

Nunca é bom

 

Falar de menos

Também não,

Dependendo do momento

 

Quem cala

Consente

Dizem

 

Bobagem!

Quem de boca fechada fica

Sabe bem como aturar gente ridícula

 

— a boca sempre foi uma espada de dois gumes


quinta-feira, 1 de setembro de 2022

PENSANDO EM POSSES

Imagem: eusemfronteiras.com.br


ter calma exige paciência

ter paciência exige preparo

ter preparo exige comprometimento

ter comprometimento exige consciência

ter consciência exige experiência

ter experiência exige tempo

ter tempo exige trabalho

ter trabalho exige vida

ter vida exige nascer

mas morremos

não tendo e nem exigindo mais nada depois


terça-feira, 30 de agosto de 2022

A MINHA E A NOSSA AGRIDOCE CONDIÇÃO

Imagem: espacoconsciencia.com.br

A dor

Dizem

É de cada um,

Como se

A dor

Não fosse uma só,

Mas ela é —

E como é!

A dor

(É) de todos nós

Seres que,

Em certos momentos,

Se descobrem vivos.

  

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

O HOJE AINDA É BEM-VIVO

Imagem: revistabudo.com.br

Olhando para trás

Quase nada

Eu vejo;

À frente,

Muito pouco consigo ver,

Mas aqui

No presente

Vejo tudo

Plenamente —

O hoje

Ainda é

Bem-vivo

  

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

UMA CRÔNICA TRISTE

Imagem: significados.com.br


A crônica é um gênero, é um tipo de texto que preza, na sua essência, no seu cerne, por assuntos mais leves, por temas mais amenos e até divertidos, engraçados de ler.

A crônica ideal tem que ser curta, breve, sem enrolação. Quem a lê, já logo a entende nas primeiras linhas, afinal, esse gênero textual, é próprio de jornal, impresso ou virtual, e lá, nesse ambiente rico em textos, quem por lá se embrenha, logo lê o que quer, ou o que lhe chama mais atenção, para, em seguida, ler outra coisa ou não, certo?

Pois bem.

Uma certa poética também é esperada numa crônica típica. Aí vai do gosto ou da capacidade inventiva, e imagética, do seu autor a adição desse “tempero” ou não na crônica — bons e maus cronistas são, ou deveriam ser, verdadeiros mestres nisso.

Contudo, porém, entretanto, tá muito complicado redigir uma boa e otimista crônica seguindo esses pressupostos aí de cima hoje em dia.

Cá no Brasil, e no mundo, excelentes humoristas, comediantes estão nos deixando deste plano físico para fazer graça em outros planos, em outras paragens metafísicas aí infinitamente existentes.

Fake news adoidado anda rolando a rodo aí pra tudo que é lado! Difícil está entender um e outro aí na praça. E este ano então, 2022, ainda tem um agravante: ano eleitoral eleitoreiro.

Há muita gente por aí e por aqui também passando fome e em situação de rua. Já estamos cansados de saber que a pandemia aí que passou, e ainda passa passando, agravou ainda mais uma situação vexatória existente em um país promissor que estava erradicando isso. Porém, não progredimos, atrasados ficamos e ainda estamos. Você aí que me acompanha aqui sabe bem: muitos prédios são aí construídos enquanto mais e mais gente não têm um teto sequer pra se abrigar.

Guerras e conflitos armados ainda são noticiados à exaustão e a violência urbana é cada vez mais uma certeza certeira que não tem fim!

E olhe que nem comentei sobre os preços das coisas aí no mercado, hein! Tudo indica que os anos 1990 estão de volta e junto com eles a inflação e o sequestro das contas bancárias dos fatídicos anos Collor!!

Até peço desculpas aí pra vocês leitores e leitoras amigas, mas precisava registrar aqui a mudança histórica do tom da crônica desta segunda década do presente século.

Tá difícil pra mim! E pra todo mundo.

Espero, de verdade, que esta seja a única crônica triste deste blog.

Anseio por tempos melhores.

Quero, desejo crônicas mais leves, mais divertidas e engraçadinhas como sempre deveriam ser.

Mas tá osso, viu!